quinta-feira, julho 22, 2010

3 segundos


Os olhos se encontram. O frio domina o estômago de ambos. O tremor está começando. As mãos estão entrelaçadas, tão juntas que parecem coladas. Ele faz o primeiro movimento. Os corpos se aproximam. A insegurança surge como uma descarga elétrica no cérebro dela. Não dá mais para voltar atrás. Os olhos já não se encaram mais. Agora transpassam a pupila e entram na alma um do outro. O contato já é inevitável. O coração, notavelmente, começa a acelerar. As maçãs do rosto dela já estão rubras demais, que nenhum rouge conseguiria este tom. Ao mesmo tempo da insegurança, não quer resistir. Está entregue ao destino iminente. Não consegue desviar o olhar. Não quer desviar o olhar. Ele tenta não apertar muito aquelas mãos tão suaves, mas dando-lhes suficiente segurança para mantê-las lá. Sente o doce perfume que provem dos cabelos enrolados e dourados daquela figura angélica. Aquilo lhe enfeitiça, deixa-lhe preso ali, no contato quente e confortável que a garota lhe causa. Os rostos estão muito próximos, o contato facial já é inevitável. O garoto sente sua mão suar. A garota percebe, mas não larga da mão dele. Não há mais necessidade de olhos abertos. Ambos sabem o que se seguirá. Fecham os olhos ao mesmo tempo, como se estivessem magicamente conectados. O garoto tomba a cabeça com suavidade. A garota nem se dá a esse trabalho. Não precisava. Sabia o que estava vindo... Se tombasse a cabeça poderia não ser perfeito. Ela queria que fosse perfeito. Neste momento cada sentimento parecia borbulhar cada um de seus neurônios, fazendo com que uma onda de calor e frio ao mesmo tempo a atingisse e percorresse seu corpo inteiro. O garoto tentava pensar em nada, para não perder o momento para outros pensamentos, dúvidas e sentimentos. Queria que aquilo fosse o primeiro ponto e o auge do que sentia por aquela bela garota. Sentia que isso definiria tudo dali pra frente, mas não queria pensar no "dali pra frente", apenas no "dali", ali e naquele instante, queria aproveitar os momentos únicos que tinha com ela, queria aproveitar o calor emanado do corpo macio e leve daquela pessoa que sempre admirara.

E os lábios se tocaram, depois dos 3 segundos mais eternos da vida de ambos.


quarta-feira, julho 21, 2010

Chega

É hora de mudar. Renovar. Dinamizar
Otimizar e agilizar. Informação é rápida, e às vezes, cansativa, se for tratada da maneira errada.
Confessemos que a forma de se apresentar este blog que lhes fala precisava há muito de uma renovada. Faço isso próximo a completar 5 meses de blog.
Hã? Como assim? 5 meses, SÓ? Parece que faz mais tempo. E sempre aquele visual demodê.
Agora é diferente... Quero novidades, e sempre estarei buscando melhorar meus textos para vosso bel-prazer.
Sinto muito, meus comentários sobre blogs tornaram-se escassos, mas as ideias não. Portanto, estabeleço: Cessarei com os comentários voluntários sobre blogs. Isso mesmo. Criatividade às vezes deixa de existir. Elogios não faltam. Acho que já expressei meu ponto de vista o suficiente para estes blogs que aqui estão representados. Não irei retirar nenhum comentário. Mas vou valorizar mais o meu lado compositor.
Posso surpreender um pouco quanto aos temas... Já ando surpreendendo, aliás. Os últimos textos fugiram um pouco dos temas que geralmente abordo. Mesmo assim, vou continuar a tratar sobre eles, já que agradou a alguns leitores.
É isso, gente. Um novo Soap Opera Novel, um novo mundo dos leitores, escritores e idealistas!

Peace All! (não, não vou parar com minha despedida rotineira)

segunda-feira, julho 19, 2010

Um coração que se preze


Contar-lhes-ei como é um coração que se preze. Se é que existe isso.
Um coração que se preze não é aquele que bate com-pas-sa-da-men-te lá por volta de 80 bpm, ou quaisquer outros termos técnicos. Coração é aquele que bate nos momentos certos, pelas pessoas certas. Coração é aquele que, mesmo coberto de veias e artérias, ainda guarda espaço para o sentimento.
Um coração que se preze não pode ficar encostado a um canto batendo ociosamente. Este coração largado um dia irá parar de bater, e a vida não mais existirá. Coração mesmo tem que ser servido quente e cheio... de sangue? Não exatamente.
Coração de verdade não é aquele "Esse dois" ou quaisquer variações de linguagem de internet, ou então aquele desenho bonitinho e vermelhinho. Aliás, o coração físico, o científico, só existe dentro de nós e está lá batendo, cheio de sangue, veias e artérias. Mas o coração de verdade, existe na imaginação de quem sente, sente emoções das mais variadas, mas intensas.
Quando você respira, o coração físico altera minimamente sua velocidade de batimento. Mas só quando você suspira por alguém é que o coração de verdade bate a mil por hora, quando você percebe que falar com tal pessoa é seu maior prazer em um dia ensolarado, no qual você poderia estar fazendo muitas coisas. Mas não... você está falando com aquela pessoa que faz com que seu coração bata. E, se bate, significa que você tem. E se você tem, esse coração sai de sua imaginação e passa a ditar o ritmo do seu coração físico, altera seu fluxo sanguíneo, ditar o ritmo do seu coração desenhado, passa a ter mais valor real, e, se o sentimento for verdadeiramente forte, dá pra perceber que o seu coração de verdade também dita o ritmo do coração de verdade da outra pessoa.

E então, nasce o amor.